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Ademir Júnior

Biólogo, cientista da felicidade, professor na UFPA, palestrante, escritor, doutor em neurociências, mindfulness e agente do bem-estar.

AUTOCUIDADO & BEM-ESTAR

O preço emocional de nunca desligar

“Todos fazem seu sacrifícios pra melhorar, melhorar…”

Por

A música Pra Melhorar, de Marisa Monte e Seu Jorge, parece um lembrete urgente para a nossa geração.

Estamos cansados.
Mas não é só cansaço físico.

É a mente acelerada.
É o excesso de informação.
É o celular vibrando sem parar.
É a sensação de precisar estar disponível o tempo inteiro.

Hoje existe até um nome para isso: FOMO (Fear of Missing Out), que em português significa “medo de estar perdendo alguma coisa”.

Esse termo é usado para explicar a ansiedade constante de achar que outras pessoas estão vivendo mais, produzindo mais ou aproveitando mais do que nós.

É a dificuldade de ficar offline.
A necessidade de checar notificações toda hora.
A sensação de culpa quando tentamos simplesmente descansar.

Pesquisadores como Jon Elhai, da University of Toledo, Silvia Casale, da Universidade de Florença, e Rachel Bond, da University of San Diego, identificaram que o FOMO está relacionado ao aumento da ansiedade, da exaustão emocional e da dificuldade de desacelerar a mente.

No Brasil, pesquisas ligadas à Pontifícia Universidade Católica de São Paulo também alertam para os impactos do excesso de conexão digital sobre a saúde mental.

Talvez o maior problema da nossa geração seja esse:
o corpo até para… mas a mente nunca descansa.

“Pra melhorar…”

Talvez melhorar comece justamente quando entendemos que descansar não é perder tempo.
É preservar a própria saúde emocional.

Autocuidado, hoje, também é silenciar o celular sem culpa.
É desaparecer por alguns minutos.
É lembrar que você não precisa responder tudo, ver tudo e acompanhar tudo para ter valor.

Porque uma mente cansada não consegue sentir paz.
Ela apenas aprende a sobreviver.

E você…
há quanto tempo não fica em silêncio sem desligar o celular?

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